terça-feira, 30 de julho de 2013

IV Mostra Integrada de Iniciação Científica FACOS

Nos dias 24 e 25 de junho de 2013, participei da IV Mostra Integrada de Iniciação Científica, realizada pela Faculdade Cenecista de Osório. Foi a primeira vez que fiz uma produção para um evento como este. Como faço parte do PIBID da Pedagogia da Facos, a pesquisa escolhida para a inscrição na Mostra teve relação com as observações e práticas por mim realizadas em uma turma de 1º ano de uma escola da rede municipal de Ensino da cidade de Tramandaí, litoral norte do Rio Grande do Sul.
A pesquisa escolhida pretendendeu mostrar como o uso de softwares educacionais como o Tux Paint e o Hagaquê podem auxiliar na alfabetização, bem como proporcionar ao aluno maior afinidade no manuseio do computador. É papel da escola e do professor oportunizar a aproximação do aluno com a tecnologia, tornando-o íntimo da máquina, sabendo como aproveitar ao máximo todas as suas possibilidades. Os softwares podem auxiliar no desenvolvimento infantil, por possibilidade de trabalhar com propostas lúdicas e envolventes (VALENTE, 1997, p.19). Os métodos irão se basear na utilização dos softwares no laboratório de informática. Partindo da escrita de histórias sobre temas variados, onde os alunos irão disponibilizar suas criações em um blog para que outros alunos tenham acesso.
A escrita do resumo e a formatação do baner foram bastante dificeis, por veses senti desanimo e vontade de desistir. Mas tudo isso ficou pequeno quando recebi o baner impresso, quando vi ele exposto no espaço destinado ao meu curso e quando pude apresentar o resultado do meu trabalho para a avaliadora. Senti uma sensação muito boa com tudo isso, inclusive com relação a auto estima, que ficou bastante elevada.
Obrigada ao PIBID pela experiência e principalmente as cordenadoras do programa pela paciência e compreenção na elaboração dos textos.

Referência
VALENTE, José Armando. O uso inteligente do computador na educação. In: Revista Pátio, ano 1, n. 1, p. 19-21, Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1997.


terça-feira, 28 de maio de 2013

O QUE BUSCO COMO PEDAGOGA?


A palavra pedagogia tem sua origem na Grécia antiga, sendo que paidós era criança e  agogé condução. A  prática  educativa  é  um fato social, cuja origem esta ligada à da própria humanidade. A compreensão do fenômeno  educativo  e sua  importância social fez surgir um saber específico associado ao termo pedagogia. Assim  a  indissociabilidade entre a prática educativa e a sua teorização elevou o saber pedagógico ao  nível científico. Com esse caráter o pedagogo passa a ser, de fato e de direito, investido  de uma  função reflexiva, investigativa e, portanto, cientifica do processo educativo.
Já  de  acordo  com  o dicionário Aurélio Pedagogia significa:  “Conjunto  de  doutrinas, princípios e métodos  de  educação  e instrução que  tendem a um objetivo  prático. O  estudo dos  ideais  de  educação,  segundo  uma  determinada  concepção  de  vida,  e  dos   meios (processos e técnicas) mais eficientes para efetivar tais ideais.”
Sendo a Pedagogia um saber de cunho científico, que exige reflexão, planejamento e uma série de outros fatores para que possa alcançar seus ideais, o que esta faltando para que se concretizem suas pretensões.
O profissional da educação deve embasar seu trabalho de modo que consiga formar cidadãos capazes de pensar por si próprios, para tanto seria necessário que desde a educação infantil essas capacidades fossem trabalhadas, mas como isso é possível? O Pedagogo deve buscar compreender o seu objeto de trabalho, ou seja, seus alunos para isso devem conhecer a realidade daqueles com quem irão trabalhar, para então poder traçar um caminho para produzir uma condição viável de aprendizado.
Tornar o sujeito crítico é uma tarefa muito difícil, mas se tivermos a convicção do que queremos como educadores então essa máxima passará a ser um valor fundamental. Devemos saber o que ensinamos para quem ensinamos e porque ensinamos dessa forma poderá se dizer que não haverá um trabalho alienado.
Devemos como pedagoga/os contribuir para formar indivíduos aptos a exercer plenamente todas as potencialidades de que forem capazes. Contribuindo desta forma para criar uma sociedade rica e transbordante de educação e de vida.
Não podemos esquecer as lições dadas por Foucault, onde o poder disciplinador apenas faz com que os corpos se condicionem e produzam sujeitos dentro dos padrões da normalidade, não conseguindo dessa forma serem autônomos, nem podemos compactuar com o sistema, que apenas quer impor suas vontades e alcançar suas vantagens.
Não queremos formar mão de obra, queremos formar pessoas independentes, capazes de agir, não só de produzir o que interessa para o sistema capitalista. A escola deve se tornar o espaço para a socialização e deixar de ser o espaço de segregação. Deve promover ações para enaltecer as qualidades do sujeito e dar condições para que ele se torne criativo e não apenas condicioná-lo a modelos retrógrados e ultrapassados.
Talvez um dos aspectos mais importantes para ser um bom educador venha a ser a possibilidade de trabalhar com experimentações, ver o que realmente desperta o interesse dos alunos, e não chegar com uma aula pronta, administrá-la e não se importar com os receptores, se irão gostar ou não, torná-los peças importantes do processo de ensino-aprendizagem.
Questionar-se sobre o que se pode fazer para melhorar a qualidade das aulas e não apenas dizer: deve ser assim!
Enfatizo a necessidade de proporcionar bons encontros, como sugere Deleuze, experimentar coisas novas e proporcionar meios para os alunos desenvolverem suas potencialidades, sem que existam regras fixas determinando o que deve ser feito.
Muito do que os pensadores escreveram no passado e muito do que esta sendo produzido no momento podem e devem fazer parte da prática educativa, para que dessa forma possamos dar sentido a nossa atividade como professores. 

REFERÊNCIAS

AZEREDO, Vana Dutra de. NIETZSCHE PENSA A EDUCAÇÃO 2. Revista Educação, editora Segmento.
FOUCAULT PENSA A EDUCAÇÃO 3, VIGIAR E PUNIR OU EDUCAR?, Revista Educação, editora Segmento.
KOHAN, Walter Omar. DELEUXE PENSA A EDUCAÇÃO 6. Revista Educação, editora Segmento.
NIETZSCHE, Friederich. Schopenhauer como educador. Tradução Adriana M. Saura Vaz. Campinas: Faculdade de Educação/ UNICAMP, 1999. Mimeo.
TRICHES, Ivo José. Tópicos da filosofia da Educação. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2006.
Site: http://pensador.uol.com.br/autor/Michel_Foucault (acesso em 04/12/2010)